2 MAIO 2026, SÁB 21H
- Teatro Municipal Joaquim Benite - Sala Principal I TRANSBORDA 2026
PARTERRE
VOLMIR CORDEIRO
Local: Teatro Municipal Joaquim Benite – Sala Principal
Preçário: Adultos 10 € | Jovens 7 €| Seniores 8 €
M/12 | Duração: 70 min.
Parterre é um salão vivo orquestrado por Volmir Cordeiro, onde cinco singularidades se entrelaçam, colidem, dialogam e transbordam até à plateia do teatro. Dando continuidade à exploração de gestos marginalizados e das relações sociais que os atravessam, o artista brasileiro concebe o palco como um lugar de encontro, um espaço onde o parterre – o chão – se torna um solo fértil para o entusiasmo.
Nesta coreografia, Volmir Cordeiro faz dançar posições e figuras consideradas frágeis ou vulneráveis. Aqui, cada gesto importa, cada passo tem o seu valor: nenhum movimento prevalece sobre o outro, nenhum é superior.
Sobre um solo que evoca a terra, os cinco intérpretes celebram a proximidade, o jogo livre, o ímpeto de estarem juntos, sem medo da separação. O Parterre transforma-se, assim, num território informal onde se encontram cidadãos, trabalhadores, artistas e pessoas comuns, movidos por uma tenacidade vigilante e esperançosa. Deste espaço solidário emergem formas de resistência, de entretenimento e de micro-revoluções que aliviam o peso das restrições e abrem novos horizontes.
Volmir Cordeiro vê no Parterre uma metáfora íntima que o reconecta às suas origens, no distante interior do sul do Brasil. Evoca a aridez da sua infância, a pobreza que teve de deixar para trás para se tornar artista. Intensifica gestos frequentemente julgados feios, inferiores ou menores, para revelar toda a sua potência e transformá-los num ato de reconciliação com o passado.
Numa expressão corporal rigorosa, intensa, suada e risonha, Parterre é um convite a dançar com os intérpretes. A plateia, iluminada em determinados momentos, torna-se em parceira deste Parterre, onde se cultivam laços e se partilha uma alegria absurda.
Foto: ©Laurent Philippe
Ficha Artística
Coreografia: Volmir Cordeiro
Interpretação: Élie Autin, Marius Barthaux, Volmir Cordeiro, Lucia García Pulles, Cassandre Moun
Cenografia: Hervé Cherblanc
Desenho de luz: Eric Wurtz
Desenho de som: Loup Gangloff
Figurinos: Rubén Pioline Aronian e Volmir Cordeiro
Costureira: Coco Blanvillain
Produção: Donna Volcan
Coprodução: Points Communs – Scène Nationale de Cergy Pontoise, CDCN La Briqueterie – Vitry-sur-Seine, Charleroi Danse, CDCN La Place de la Danse, CNDC Angers, CCN Tours
Com o suporte de (residências): Ballet Carte Blanche (Norway), CN D – Centre National de la Danse Pantin, Espace Pasolini Valenciennes e La Ménagerie de Verre, Paris.
Apoio à apresentação na 6.ª Transborda: Dançar na Primavera, programa apoiado pelo INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL/ Mais França.
Volmir Cordeiro (Brasil, 1987) é doutor em dança pela Universidade Paris 8 (França) e estudou no Mestrado Essais – CNDC d’Angers. Artista-pesquisador, trabalhou com os coreógrafos Alejandro Ahmed, Lia Rodrigues, Cristina Moura, Naiá Delion, Xavier Le Roy, Laurent Pichaud & Rémy Héritier, Emmanuelle Huynh, Jocelyn Cottencin, Vera Mantero, Nadia Laura & Zeena Parkins, Latifa Lâabissi e Rodrigo García. Apresentou as suas peças em diversos festivais internacionais.
Foi artista associado em 2015 na Ménagerie de Verre, em Paris, e, a partir de 2017, no CND, em Pantin. Em 2018, foi artista-pesquisador associado aos Ateliers Médicis, em Clichy-sous-Bois (França). É autor do livro Ex-Corpo (éditions carnets), publicado pelo CND. De 2021 a 2023, Volmir Cordeiro foi artista associado à Points-Communs, Scène Nationale de Cergy e à La Briqueterie (CDCN), em Vitry. Em 2021, recebeu o Prémio SACD de Jovem Talento Coreográfico.
