16 MAIO 2026, SÁB 17H

  • Casa da Dança (Ponto de partida do cortejo) I TRANSBORDA 2026

CARAVANSERÁ

GUSTAVO CIRÍACO

16 MAIO | SÁBADO | 17:00
Local: Casa da Dança – Ponto de Encontro (Ponto de partida do cortejo)
Entrada Livre
M/6 | Duração: 60 min.
TRANSBORDA – 6.a Mostra de Artes Performativas de Almada

 

CARAVANSERÁ é um cortejo urbano, uma folia intergeracional. O projeto toma o nome dos postos de repouso seculares comuns na Rota da Seda, travessia dos desertos entre o Médio Oriente e a Ásia. Estes pontos seguros de uma longa jornada ofereciam proteção aos viajantes de percurso prolongado. CARAVANSERÁ é, assim, a criação de um carnaval sensorial coreografado, inspirado na obra relacional da artista carioca Maria José de Figueiredo Ciríaco (Rio de Janeiro, 1939–2020). Poeta, trovadora, escritora de autocarro, educadora, performer, voluntária da Cruz Vermelha e correspondente do escritor Carlos Drummond de Andrade e do Monsenhor Félix, Bispo do Araguaia, Maria José desenvolveu uma produção artística prolífica, onde vida e arte se entrelaçam numa poética multiforme, multivoz. Entre uma arte neoconcreta livre, a poesia falada e escrita, os seus trabalhos combinam performance, o desenho e a sua teoria, a trova, a canção infantil, a fotografia e o recreamento conceitual.

Na TRANSBORDA, o projeto ganha um novo impulso, explorando os padrões de movimento do quotidiano e as formas de atravessar a arquitetura urbana. Inspira-se também nas práticas festivas da Folia de Reis, celebração do folclore tradicional brasileiro que assinala a visita dos Três Reis Magos e marca a abertura e o fecho do Natal.

Neste cortejo interativo pelas ruas de Cacilhas, o público é convidado a experienciar a cidade como espaço de passagem, desenho e transformação rítmica, onde brincar é Deter-Gente.

Foto: ©Gonçalo Lopes


Ficha Artística

Concepção e direção artística: Gustavo Ciríaco
Assistência de direção: Sara Zita Correia
Cenografia e colaboração artística: João Gonçalo Lopes
Figurino: Gustavo Ciríaco e Vivi Curtis em parceria com A Avó Veio Trabalhar
Composição samba original: Dado Amaral
Costureira: Sol Costa
Direção de produção: And Lab (Luís Fernandes, Mariana Pimentel e Rita Maia)
Administração e gerência financeira: Missanga Antunes – Per Form Ativa

Parceiros: Pó-de-vir-a-ser (Évora), Centro de Arte Moderna – Fundação Gulbenkian (Lisboa), Museu de Serralves (Porto)

Realização: Per Form Ativa


Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro, 1969) é coreógrafo e artista transdisciplinar brasileiro. A sua prática articula dança, artes visuais e performance em projetos site-specific, que investigam as relações entre corpo, espaço e imaginação, numa investigação contínua da presença, da perceção e da arte expandida de fazer dança. Apresentou obras e intervenções em instituições e festivais como Haus der Kulturen der Welt e Tanz im August (Berlim), Museu de Serralves e Teatro Rivoli (Porto), Mercat de Flors (Barcelona), Casa Encendida (Madrid), Tokyo Wonder Site (Tóquio), Digital Art Center (Taipé), Bienalsur (Buenos Aires), Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro), Crossing the Line (Nova Iorque), Belas Artes Projects (Manila), Nave (Santiago), Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest e Museu Berardo (Lisboa), entre outros. O seu trabalho propõe experiências sensíveis que ativam o espaço e o público, tornando-o parte integrante da obra.