8 MAIO 2026, SEX 21H

  • Fórum Municipal Romeu Correia – Auditório Fernando Lopes-Graça I TRANSBORDA 2026

AMINA

CLÁUDIA DIAS

8 MAIO | SEXTA | 21:00
Local: Fórum Municipal Romeu Correia – Auditório Fernando Lopes-Graça
Preçário: 5 €
M/6 | Duração: 60 min.
Bilhetes: FMRC
TRANSBORDA – 6.a Mostra de Artes Performativas de Almada

 

AMINA, o segundo capítulo do ciclo de criação A Coleção do Meu Pai (2023-2033), parte do livro Cerromaior, de Manuel da Fonseca, para imaginar uma cidade fictícia. O processo de criação inclui uma antecâmara de investigação coletiva e sessões de dança comunitária, reunindo uma equipa intergeracional, intercultural e multidisciplinar.

Do livro Cerromaior extraiu-se a ideia de olhar para um território específico, neste caso, a Margem Sul, uma zona periférica aos centros de poder, habitada por pessoas cada vez mais diversas, mas unidas por um fator comum: a opressão persistente do capitalismo. A peça observa o quotidiano dessas pessoas, abordando questões triviais mas impactantes, como a qualidade dos transportes públicos, o acesso aos cuidados de saúde, a pobreza energética nas habitações, entre outras.

Os intérpretes trouxeram ainda outras referências que moldaram o trabalho, nomeadamente a Mesa Verde, de Kurt Jooss, uma peça criada entre as duas guerras mundiais, que estabelece um paralelismo com os tempos atuais e oferece um contexto mais amplo; o livro Dias Úteis, de Patrícia Portela, que inspirou a ideia de jogo e do dispositivo cénico; e as vozes e palavras do Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta, um coletivo de cantores e músicos politicamente empenhados, nascido durante o período revolucionário em Portugal.

O resultado destas combinações é uma peça composta por múltiplos jogos, onde a palavra, o ritmo, o corpo e a manipulação de objetos transmitem a veracidade possível deste território e do seu pulsar. O tom é cru, irónico, cínico e indignado, situando-a fora dos limites do politicamente correto.

Foto: ©AlipioPadilha


Ficha Artística

Direção artística: Cláudia Dias
Texto: Coletivo
Interpretação: Beatriz Rodrigues, Cláudia Dias, Mayara Pessanha, Roge Costa e Xullaji
Música original: Xullaji
Direção técnica e iluminação: Nuno Borda d’Água
Apoio técnico de som: Ruca Lacerda
Figurinos: Aldina Jesus Atelier
Maquete: José Borges e Mayara Pessanha
Comunicação e imprensa: Raquel Cunha
Fotografia: Alípio Padilha
Direção de produção: Lina Duarte
Produção: Companhia de Dança do Seixal / SETE ANOS

Coprodutores: Câmara Municipal do Seixal, Câmara Municipal de Matosinhos / Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, TAGV-Teatro Académico de Gil Vicente

Coprodução em residência: O Espaço do Tempo

Apoios: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian

Parceiros: Casa da Dança (Almada), Clube Recreativo e Desportivo de Miratejo, Media Partner, CoffeePaste

Apoio à divulgação: Antena 2, Avante!

A Sete Anos possui declaração de entidade de Interesse Cultural pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.


Cláudia Dias é coreógrafa, performer, formadora, diretora dos projetos Sete Anos Sete Peças, Sete Anos Sete Escolas, A Coleção do Meu Pai e ARECA. É fundadora da SETE ANOS / Companhia de Dança do Seixal, onde exerce funções de direção artística e de coreógrafa. Iniciou a sua formação em dança na Academia Almadense, foi bolseira na Companhia de Dança de Lisboa, concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea no Fórum Dança e o Mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa (UNL). Foi bailarina no Grupo de Dança de Almada, artista associada da Re.Al e do Espaço do Tempo, e artista residente no Alkantara. Foi nomeada para o Prémio de Melhor Coreografia, em 2013 e 2017, pela SPA. As suas peças foram, por diversas vezes, eleitas pela crítica nacional entre os melhores trabalhos do ano.