18 FEV 2022, 21h

  • ACADEMIA ALMADENSE - Auditório Osvaldo Azinheira / Programação TRANSBORDA

BLANC

VANIA VANEAU

 

Concepção e interpretação: Vania Vaneau

Realização musical: Simon Dijoud

Colaboração: Jordi Galí

Iluminação: Johann Maheut

Produção: Cie. Arrangement Provisoire

Coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon)

Apoios: Les Subsistances (FR), L’Animal à la Esquena (ES), CDC Le Pacifique (FR)

 

Classificação etária: M/6

Duração: 45’

Preçário: Adultos – €6 | Jovens, Seniores, Grupos (+10) – €5

Reservas: casadadanca@casadadanca.pt

Fotografia©Gilles Aguilar

 

 

 

 

Blanc é uma investigação sobre transe e transformação. Desdobrando camadas do corpo e do seu entorno, o trabalho vai revelando diversas faces que compõem um corpo individual. Um corpo formado por multiplicidades, como a luz branca que é constituída por todas as outras cores. Através da mudança de peles e da figura do xamã, o corpo, atravessado por fluxos de energias e imagens, é ao mesmo tempo material e limitado e também utópico, múltiplo e infinito. Movendo-se entre camadas de um continuum que vai da realidade para a ficção, do presente para o imaginário, e do racional ao não racional.

 

Vania Vaneau – Nasceu no Brasil e vive em França. Graduada na PARTS em Bruxelas e em psicologia na Université Paris 8. Participou de criações de Wim Vandekeybus, Maguy Marin, David Zambrano, Jordi Galí, Yoann Bourgeois e Christian Rizzo. Apresentou Blanc em diversos festivais da Europa, da América do Sul e da Ásia e recebeu com esta peça o Prémio Beaumarchais-SACD (Festival Incandescences 2015). Codirige a Cia. Arrangement Provisoire em Lyon com a qual é artista associada ao Le Pacifique CDCN de Grenoble de 2016 a 2020 e ao ICI-CCN de Montpellier de 2020 a 2022.

A sua pesquisa coreográfica vincula o trabalho físico a um aspeto plástico da fabricação e manipulação de materiais, figurinos e objetos cenográficos. Vania Vaneau se interessa pelas múltiplas camadas físicas e psíquicas que compõem o corpo humano em uma relação de continuidade com o meio natural e cultural. Jogando com intensidades e contrastes, ela explora as fronteiras entre o interior e o exterior do corpo, materiais visíveis e invisíveis e cria coreografias de plasticidade sensorial e imagética.