TRANSBORDA - Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada / novas datas a anunciar

A 1ª edição da Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada – TRANSBORDA reúne artistas que investigam em seus corpos práticas sensíveis de partilha e linguagens singulares. Um ecossistema de criadores interessados em encontros que possibilitam os deslocamentos, as transformações. Experiências cheias de vitalidade questionadora que transpõem limites entre as artes e entre as pessoas.

Nestes tempos de necessário distanciamento físico acreditamos que as ações presenciais são fundamentais como forma de resistência das artes vivas. A TRANSBORDA é adaptada à situação da pandemia, considerando todas as normas de segurança e explorando formas de aproximação alternativas.

Para a 1ª edição são convidados oito criadores para apresentar cinco obras: João Fiadeiro e Carolina Campos (Portugal/Brasil), Eduardo Fukushima (Brasil), Sofia Dias e Vítor Roriz (Portugal), Vania Vaneau (Brasil/França) e Jonas & Lander (Portugal).

“Ça va exploser” de Carolina Campos e João Fiadeiro é a história de uma crise. A crise de um encontro. Com o outro, com nós mesmos, com o mundo. “O Que Não Acontece” de Sofia Dias e Vítor Roriz coloca gestos e palavras em fricção, possibilitando novos sentidos à linguagem falada e à linguagem do corpo. “Blanc” de Vania Vaneau parte de rituais de transe afro-brasileiros e do movimento antropofágico para investigar a exposição do corpo ao fluxo de culturas diversas. “Homem Torto” de Eduardo Fukushima expõe um corpo múltiplo em constante mutação. Uma dança que passa aos olhos do público, é passagem, é caminhada, é ir, é insistência, é movimento nu e cru. “Coin Operated” de Jonas & Lander é uma peça onde o diálogo com o público é direto e participativo. A performance desenha uma nova relação com o espetador, em que o mesmo passa a ter um papel ativo na ação artística.

Além das acções presenciais, a TRANSBORDA apresenta o projeto Brasil Sequestrado com performances concebidas para o formato digital por Eduardo Bonito e Isabel Ferreira, curadores residentes em Madrid. As apresentações foram criadas especialmente para a mostra e contam com a participação de diversos artistas. Brasil Sequestrado gera contextos de debate e visibilidade em torno à situação de crise cultural, social e política no Brasil, e apoia a produção e a circulação internacional de obras de artistas brasileiros.

A mostra propõe também aproximações aos processos criativos dos artistas convidados, em 2021 viabiliza oficinas com os coreógrafos João Fiadeiro e Eduardo Fukushima e conversas mediadas por Ruy Filho, crítico de artes, diretor da revista Antro Positivo.

 

AGENDA

Programação Digital:
24 JAN, domingo das 17h às 20h: Conversa com Vania Vaneau e o crítico Ruy Filho e Brasil Sequestrado – Sessão 1 online
31 JAN, domingo das 17h às 20h: Conversa com João Fiadeiro e o crítico Ruy Filho e Brasil Sequestrado – Sessão 2 online

 

Apresentações / novas datas a anunciar:
Blanc – Vania Vaneau
Fórum Municipal Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes-Graça

Ça va exploser – de Carolina Campos e João Fiadeiro, com Carolina Campos e Márcia Lança
Casa Municipal da Juventude de Cacilhas – Ponto de Encontro

Coin Operated – Jonas & Lander
Fórum Municipal Romeu Correia, Sala Pablo Neruda

Homem Torto – Eduardo Fukushima
Casa Municipal da Juventude de Cacilhas – Ponto de Encontro

O que não acontece – Sofia Dias & Vítor Roriz 
Fórum Municipal Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes-Graça

 

Oficinas / novas datas a anunciar::
com João Fiadeiro
Casa Municipal da Juventude de Cacilhas – Ponto de Encontro
com Eduardo Fukushima
Casa Municipal da Juventude de Cacilhas – Ponto de Encontro

 

TRANSBORDA

Direção Artística 
Adriana Grechi
Amaury Cacciacarro

Produção
Núcleo de Artes Performativas de Almada e Casa da Dança

Apoios
República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Almada