EXCALIBUR

LAB/ PERFORMANCE

Com MARIANA TENGNER BARROS

Lab/ Performance
22 a 26 de setembro 2025, das 18h às 22h
Performance (partilha do processo): 27 de setembro, 17h
Local: CASA DA DANÇA


EXCALIBUR

Fascina-me o modo como as pessoas se representam e mostram nos planos sociais da existência. Intrigam-me as tensões entre “parecer” e “ser” e como podemos viver mais próximos da nossa essência. Penetrar no abismo do mistério, sem medo, reclamando a magia recalcada pelo “contemporâneo”. EXCALIBUR como símbolo do que está oculto e que ressurge agora, nos corpos e suas manifestações oníricas e que se revela na luta contra a hiper-normalização.

Este será um laboratório de experimentação criativa, que indaga as possibilidades da dança, do movimento e da performance como prática política de ativação do corpo. Serão investigados modos de atenção e estados de consciência que permitam a reconfiguração dos filtros que usamos para entender a “realidade”. A noção de dança será constantemente posta em causa através da reconfiguração dos padrões de comportamento e identidade. Abarcar-se-á o jogo, o jogar a sério, que é brincar, porque brincar é essencial para a percepção lúcida da realidade, desligada da auto-censura e em sintonia com a curiosidade.

Irei partilhar inúmeras ferramentas que fui reunindo ao longo do meu percurso, desde práticas de movimento e meditação, a guiões imaginários e diferentes rituais, ferramentas que uso nos meus processos criativos e na vida em geral. Pede-se aos participantes para trazerem roupa e sapatos confortáveis.


Destinatários: EXCALIBUR é dirigido a todas as pessoas que tenham interesse nestas questões, que tenham vontade de explorar diversas formas de expressão. Idade mínima 18 anos.
Número máximo de participantes: 30
Participação gratuita.

Inscrições através do formulário disponível aqui a partir de 18 de agosto. Receberá um e-mail de seguimento até dia 5 de setembro.

Foto: Cátia Barbosa


MARIANA TENGNER BARROS coreógrafa, bailarina, performer e diretora artística d’A Bela Associação.  Coreografou e executou inúmeras peças a solo e em grupo, salientando The Trap (vencedor do Prêmio do Público Jardin D’Europe-Áustria em 2011), EXI(s)T(s) (2018), Instructions for the gods (2017) e A Power Ballad (2013) e Resurrection (2017) ambas co-criações com Mark Tompkins. O seu trabalho é alimentado pelo seu fascínio pelo “espetáculo” da vida, pela forma como as pessoas se representam e apresentam nos planos sociais da existência e pelas tensões entre mundos. Na última década tem investigado em torno da figura da bruxa, a sua ligação com o sagrado feminino e símbolo de rebelião contra a opressão. A dança é a base para um trabalho altamente multidisciplinar, com uma forte contribuição musical dos músicos colaboradores Jonny Kadaver e Mee_K. Combina o seu trabalho como criadora e performer com o ensino em diferentes contextos, bem como com o trabalho de ação social, nomeadamente o projeto continuado Floresta Invisível, focado na defesa de árvores centenárias e na promoção da consciência ambiental. A improvisação é uma ferramenta constante nas suas práticas e trabalhos, tanto ao nível da investigação como da criação. Como performer destaca as colaborações com Meg Stuart, Francisco Camacho e John Romão. É cantora e teclista da banda KUNDALINI XS. Em 2016 recebeu o Prémio de Mérito Cultural Municipal da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão pelo seu percurso profissional.