NOVA DATA A ANUNCIAR

  • FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA - Auditório Fernando Lopes-Graça

DANÇAS PRECÁRIAS

BRUNO ALEXANDRE

Criação: Bruno Alexandre
Co-criação e interpretação: André de Campos, Beatriz Dias, Francisca Pinto Francisco Rolo e Joana Castro
Desenho de luz e direcção técnica: Cárin Geada
Música e sonoplastia: Miguel Lucas Mendes
Produção executiva: Filipe Metelo e Patrícia Soares
Gestão e difusão: Produção d’Fusão
Produção: Escarpa Fictícia
Co-produção: Casa da Dança – Programa de Apoio a Primeiras Obras e Bolsa de Criação Espaço do Tempo / Fundação La Caixa

 

Classificação etária: M/6

Duração:  a definir.

Neste palco somos uma linha de montagem, uma máquina perfeita ao serviço da precariedade que nos alimenta como seres coreográficos à procura de uma saída da invisibilidade.
Neste palco temos e somos betoneiras, elemento fulcral da massa e do cimento, que nos serve para edificar um presente utópico, onde a coreografia se desenrola perante partituras excêntricas e transgressoras.
Neste palco, ocupamo-nos da precariedade e de como nos confrontamos com ela através de uma coreografia enraizada na marginalidade, insubmissão, confronto e intemporalidade. Procuramos danças instáveis, estreitas, labirínticas e que foram obtidas por empréstimo. Danças que não nos podem pertencer ou danças de final do mês com direito a recibo verde.
Neste palco, estamos em transição, em deambulação por vários estados coreográficos, sabendo que nunca poderemos pertencer a nenhum, e que estaremos indefinidamente cercados dentro de um tempo e de um espaço que não sai de dentro de nós, porque nos é comum. Um espaço precário de luzes difusas onde só existimos de forma incerta e avassaladora.
Neste palco, que nós construímos com o nosso corpo, falamos de amor, das falhas e das interrupções. Falamos deste amor precário que nos consome. Dançamos estas falhas e estas confissões que fomos fazendo ao longo do tempo que estivemos aqui neste palco. Paramos para vos dizer o que nos vai no corpo. Estamos em estado de devoção como gesto de sobrevivência. Somos um corpo ferramenta à procura de um lugar incerto.

 

Bruno Alexandre, 1977, Lisboa. Licenciado em Dança pela Escola Superior de Dança e Licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa. Mestre em Artes Cénicas pela FCSH, Lisboa.
Como coreógrafo criou o solo “Cinemateca”, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e Materiais Diversos, que teve a sua estreia no Festival Cumplicidades e “Cavalos Selvagens”, estreado na Culturgest e apoiado pela Direção Geral das Artes. Em 2020 estreou, com a coprodução do LU.CA Teatro Luís de Camões, A Caminhada, para o público infantojuvenil.
Trabalhou na Companhia Olga Roriz como bailarino e assistente de criação de 2007 a 2020. Trabalhou também com Filipa Francisco e com Tiago Rodrigues/Companhia Instável. Foi ainda intérprete e criador dos espetáculos “Lugar Vagon”, premiado pelo Clube Português de Artes e Ideias, e “Aguada”, ambos em colaboração com Pedro Santiago Cal e Mafalda Saloio. No cinema participou em “Nadadoras” de Susana Nobre e em “Mariphasa” de Sandro Aguilar. No Teatro trabalhou com Susana Vidal e Collectif Jambe. Como professor lecionou aulas regulares e Workshops de Improvisação e Composição na ETIC, CMJ (Conservatório de Música da Jobra), F.O.R (Formação Olga Roriz) Escola de Artes do Alentejo Litoral (Sines) e Festival Sidance (Seul).