12 DEZ 2020, 21h30

  • TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE - Sala Principal

MARGEM

VICTOR HUGO PONTES

Direcção Victor Hugo Pontes
Texto Joana Craveiro
Cenografia F. Ribeiro
Música Marco Castro e Igor Domingues (Throes + The Shine)  
Direcção técnica e desenho de luz Wilma Moutinho
Consultoria artística Madalena Alfaia  
Co-criação Alexandre Tavares, André Cabral, David S. Costa, Hugo Fidalgo, João Nunes Monteiro, José Santos, Magnum Soares, Marco Olival, Marco Tavares, Nara Gonçalves, Rui Pedro Silva e Vicente Campos
Interpretação Alexandre Tavares, David S. Costa, Gonçalo Cabral, Hugo Fidalgo, José Santos, Magnum Soares, Marco Olival, Marco Tavares, Nara Gonçalves, Rui Pedro Silva, Tiago Ferreira e Vicente Freitas Melo
Operação de som Rodolfo Sá Pereira
Montagem de cenografia Valter Maior
Direcção de Produção Joana Ventura
Produção Executiva Mariana Lourenço
Parcerias Centro de Educação e Desenvolvimento de Pina Manique – Casa Pia de Lisboa e Instituto Profissional do Terço
Apoio à Residência Centro Cultural Vila Flor
Co-produção Nome Próprio, CCB-Fábrica das Artes e Teatro Aveirense

A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto e tem o apoio da República Portuguesa – Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes.

Em cada local de apresentação serão integradas 8 crianças, com idades entre os 7 e os 10 anos, que farão um workshop com a equipa durante um período antecedente à data do espectáculo.

 

Classificação etária: M/12

Duração: 80 min.

Preço: Adultos – €10 | Jovens, Seniores, Grupos +10 – €8

Margem tem como inspiração o romance de Jorge Amado, Capitães da Areia, que retrata um grupo de crianças e adolescentes abandonados, que vivem nas ruas de São Salvador da Baía, roubando para comer, e dormindo num trapiche – onde sobrevivem a um dia de cada vez. Oitenta anos depois da publicação do livro, quis questionar quem são os novos ‘capitães da areia’, inspirando-me na realidade social de jovens que vivem nas margens. Com texto de Joana Craveiro, este projecto partiu de um trabalho junto de jovens que foram privados do ensino, da alimentação, de carinho, de um pai, de uma mãe – jovens que partiram em défice ou que se viram em défice por razões que muitas vezes lhes são alheias. 

(Victor Hugo Pontes)

 

Victor Hugo Pontes nasceu em Guimarães, em 1978. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2001, frequentou a Norwich School of Art & Design, Inglaterra. Concluiu os cursos profissionais de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e do Teatro Universitário do Porto, bem como o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança. Em 2004, fez o curso de Encenação de Teatro na Fundação Calouste Gulbenkian, dirigido pela companhia inglesa Third Angel, e, em 2006, o curso do Projet Thierry Salmon – La Nouvelle École des Maîtres, dirigido por Pippo Delbono, na Bélgica e em Itália. Como criador, a sua carreira começa a despontar a partir de 2003 com o trabalho Puzzle. Desde então, vem consolidando a sua marca coreográfica, tendo apresentado o seu trabalho por todo o país, assim como em Espanha, França, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, entre outros.
Integrou o programa DanceWeb 2017 do Festival ImPulsTanz em Viena, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É, desde 2009, o Diretor Artístico da Nome Próprio – Associação Cultural. Em 2019 assina o espectáculo Madrugada, a convite da Companhia Nacional de Bailado.
Com o espectáculo A Ballet Story, foi nomeado, em 2013, para os Prémios SPA na categoria de Dança – Melhor Coreografia. Em 2019 venceu, o Prémio SPA na categoria de Dança – Melhor Coreografia, com o espectáculo Margem.