28 NOV 2020, 21h30

  • ACADEMIA ALMADENSE - Cinema

AND SO?... THE END.

MARIANA TENGNER BARROS

Direcção artística e interpretação Mariana Tengner Barros
Assistência à criação Elizabete Francisca
Direcção Técnica e Desenho de Luz Daniel Oliveira
Figurino António Mv
Fotografia Marco Pires
Produção Executiva A Bela Associação
Co-produção Eira
Apoio Ana Sousa Atelier, Aluga Tudo

Agradecimentos Francisco Camacho, João Manuel Oliveira, Miguel Pereira, Carlos Gonçalves Costa, Alina Bilokon, Nuno Miguel, Tiago Cadete, Lucas Castro Pires, Ângelo Campota, Ivo Serra e Said Dakash

Classificação etária: M/6

Duração: 45 min.

Preço: Adultos – €6 | Jovens, Seniores e Grupos – €5

Comecei a trabalhar a partir da ideia de “Ser Brilhante”. Debrucei-me sobre isto analisando para o que me remetia esta definição, tanto a nível literal, figurativo, (glamour, festa, o mundo das “estrelas”, celebridades, etc.) como a nível do significado da expressão (ser-se extraordinário, bom, esperto, genial, ter sucesso naquilo que se faz, ofuscar, reflectir luz, etc.). Interessam-me as contradições nisto tudo, os “reversos da medalha”, como a falha, a decadência, os desejos e expectativas que não são concretizados ou que acabam destruídos, as ilusões, a parte “negra”, oculta. Fui construindo uma imagem, uma personagem, criatura de uma criação, de uma encenação, que é uma capa, um figurino, um símbolo de um mundo espectacular. A voz anuncia uma verdade, enquanto o corpo mantém uma mentira alicerçada na ilusão. 
Um excesso de um aparente entretenimento, ataca com investidas para adiar um fim, para manter tudo na mesma, para prolongar uma forma que já expirou. O fim é a morte, a certeza última, o agente de uma eternidade sombria e desconhecida que não podemos ver. Morte: aquilo que domina a ilusão primordial do desaparecimento. E Quê?

(Mariana Tengner Barros / 2020)

 

Mariana Tengner Barros (1982) – Coreógrafa, bailarina e performer sediada em Almada. O seu trabalho tem sido apresentado em diversos países na Europa e América do Sul, salientando “The Trap” (2011, Vencedor do Prémio do Público Jardin D’Europe- Áustria), “A Power Ballad” (2013) e “Resurrection” (2017) co-criações com o coreógrafo Mark Tompkins e “Instructions for the gods: i4gods” (2017), uma performance contínua de 5 horas para museus em colaboração com o músico Pan.demi.CK. 
Colaborou com vários artistas em diferentes projectos enquanto bailarina, actriz e performer salientando Francisco Camacho, Meg Stuart, John Romão, Ballet Contemporâneo do Norte, Diana Bastos Niepce, Elizabete Francisca, Nuno Miguel, António Mv, Jonny Kadaver, Agnieszka Dmochowska, Raquel Castro, Retina Dance Company e Rafael Alvarez.
Licenciada em dança pela Northern School of Contemporary Dance em Leeds, Inglaterra (2003). Estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direcção artística de Philip Taylor em Munique (2004). Membro fundador do colectivo artístico The Resistance Movement em Leeds (2005). Completou o Programa de Estudo e Criação Coreográfica-PEPCC no Fórum Dança em Lisboa (2009). Foi artista associada da EIRA entre 2013 e 2016. É directora artística d’A BELA Associação. 
Integra a banda Kundalini XS e o projecto musical performativo Digital Pimp Hard at Work, ambos editados pela Gruta.